Damos continuidade à série “8 coisas que deve saber antes de criar um site”. Nesta terceira parte, vamos abordar a importância de implementar um gestor de conteúdos no seu site ou optar por um design e programação com conteúdo estático.
Vamos analisar de forma geral os diferentes gestores de conteúdos e como podem simplificar todas as tarefas no momento de desenvolver um site.
Começamos por explicar brevemente o que é um gestor de conteúdos, referindo também os principais CMS do mercado. Por fim, vamos analisar as vantagens de ter um site com conteúdo autogerível e em que situações pode ser preferível optar por um site estático.
Antes de avançar, importa resumir o que é um gestor de conteúdos, também conhecido por CMS (Content Management System).
De forma simples, um gestor de conteúdos é um painel de administração não visível ao público, acessível apenas pelo proprietário do site. Por exemplo, permite atualizar o blog, carregar produtos, projetos, entre outros conteúdos, que depois são apresentados na área pública com o design definido. A estrutura do design mantém-se sempre intacta.
Ao escolher um gestor de conteúdos, existem várias opções: recorrer a uma solução desenvolvida à medida para o seu projeto ou utilizar uma plataforma já existente.
Utilizar um gestor de conteúdos já existente não significa que o site tenha de ser baseado num template. Infelizmente, muitos — inclusive “profissionais” — assumem que usar um CMS implica recorrer a um template em vez de criar um design front-end (a parte visível para o utilizador final) personalizado.
Optar por um gestor de conteúdos à medida pode ser tão válido quanto usar um já existente, dependendo sempre das necessidades do projeto. Entre as vantagens de uma solução à medida, destaca-se o melhor desempenho, já que será otimizada para os requisitos específicos do projeto. Como desvantagem, todas as funcionalidades terão de ser desenvolvidas de raiz, o que faz com que o custo seja consideravelmente superior.
Se optarmos por um CMS já existente, conseguimos otimizar custos, pois a área de gestão (backend) já está desenvolvida e preparada para integrar funcionalidades adicionais. Além disso, não ficamos dependentes da pessoa ou empresa que desenvolveu o site. Ou seja, se o site for criado, por exemplo, em WordPress, e no futuro quiser mudar de fornecedor, poderá facilmente encontrar outro profissional ou empresa especializada nesse CMS para dar continuidade ao suporte.
Os CMS mais utilizados atualmente são:
Ter um gestor de conteúdos que facilite a atualização de produtos, serviços ou portefólio de projetos permite manter o site sempre atualizado, sem necessidade de mexer no código.
Ter um design que permita atualizar conteúdos traz benefícios tanto para os clientes, que podem acompanhar novidades, notícias ou artigos (caso exista um blog autogerível), como para o posicionamento nos motores de busca. Uma das principais estratégias de SEO passa por manter o site dinâmico e atualizado. Publicar conteúdos novos e relevantes semanalmente ajuda a melhorar o ranking, desde que exista uma boa estratégia de conteúdos e palavras-chave.
Por fim, é possível optar por um site totalmente autogerível ou apenas tornar autogeríveis as áreas mais relevantes, otimizando assim o investimento em programação.
A principal razão para criar um site estático é a necessidade de marcar presença online com um investimento controlado, quando não há necessidade de atualizações frequentes ou quando não existe disponibilidade ou vontade para manter o site atualizado.
É uma excelente solução para apresentar o negócio e os serviços aos clientes atuais, podendo incluir um mapa de localização, contactos e horários de funcionamento e atendimento.
Só pelo facto de estar online, o negócio transmite uma imagem muito mais profissional, desde que o design seja cuidado.
Se está a começar, não pretende investir muito e o projeto assim o permite, o ideal será optar por um site estático, com a possibilidade de, mais tarde, integrar um gestor de conteúdos. Ter presença online, aliado a um design apelativo, é uma excelente forma de reforçar a imagem da marca.
Se, por outro lado, precisa de áreas que serão atualizadas regularmente — como blog, produtos, projetos ou serviços —, então deve optar por um site autogerível. E se o objetivo for competir em termos de SEO, na maioria dos casos será essencial ter um site que possa ser atualizado com frequência.
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